Elaboração de pareceres técnicos, jurídicos e manifestações opinativas com Inteligência Artificial
#Presencial
Elaboração de pareceres técnicos, jurídicos e manifestações opinativas com Inteligência Artificial
Sobre o curso
Apresentação
Como elaborar manifestações técnicas e jurídicas consistentes, bem fundamentadas e conclusivas, utilizando a Inteligência Artificial sem comprometer a autonomia e a responsabilidade profissional?
Este programa oferece uma metodologia prática para a elaboração de pareceres técnicos e jurídicos e de outras manifestações oficiais de natureza opinativa produzidas no âmbito das contratações públicas. Seu alcance não se limita aos documentos formalmente denominados pareceres: contempla também as manifestações elaboradas por profissionais no exercício de suas atribuições, inclusive gestores e fiscais de contratos, ao se pronunciarem sobre a execução contratual, o cumprimento de obrigações e outras questões submetidas à sua apreciação.
O curso acompanha todas as etapas de construção dessas manifestações: compreensão e delimitação do problema, análise crítica de fatos, documentos e evidências, pesquisa e validação de fontes, desenvolvimento da fundamentação, formulação de conclusões e revisão final.
A Inteligência Artificial será utilizada de forma integrada às atividades práticas, apoiando a organização das informações, a construção dos argumentos, a redação e a auditoria crítica dos documentos. O participante aprenderá também a identificar limitações, inconsistências e riscos associados ao uso da tecnologia, preservando o julgamento técnico e a responsabilidade pelo conteúdo produzido.
Ao final do curso, o participante estará capacitado a utilizar a Inteligência Artificial na elaboração de manifestações oficiais de natureza opinativa, como pareceres técnicos e jurídicos, relatórios de análise, manifestações de gestores e fiscais de contratos, notas técnicas e outros documentos próprios de suas atribuições profissionais, aplicando métodos de análise crítica, fundamentação, redação e revisão que assegurem maior consistência, precisão e qualidade às suas manifestações.
Capacitar profissionais que atuam nas contratações públicas a utilizar a Inteligência Artificial, de forma crítica, segura e metodologicamente estruturada, na elaboração, fundamentação e revisão de pareceres técnicos e jurídicos, relatórios, notas técnicas e outras manifestações oficiais de natureza opinativa, aprimorando a qualidade, a consistência e a eficiência de suas atividades profissionais.
Ao final do programa, espera-se que o participante esteja capacitado a:
Utilizar ferramentas de Inteligência Artificial de maneira eficiente e responsável, reconhecendo suas potencialidades, limitações e riscos, sem comprometer a autonomia intelectual e a responsabilidade profissional.
Compreender a estrutura e os elementos fundamentais das manifestações opinativas, aplicando boas práticas de redação, fundamentação e formulação de conclusões.
Identificar e delimitar os problemas submetidos à análise, formulando questões objetivas e organizando sua sequência lógica de enfrentamento, respeitados os limites das atribuições profissionais.
Examinar criticamente fatos, documentos e evidências, distinguindo informações comprovadas, alegações, inferências e lacunas, com apoio da IA na organização e no confronto dos elementos disponíveis.
Pesquisar, selecionar e validar fontes normativas, jurisprudenciais, doutrinárias, técnicas e administrativas, assegurando sua pertinência, confiabilidade e rastreabilidade.
Construir fundamentações consistentes e conclusões objetivas, mediante articulação entre fatos, evidências, fontes e argumentos técnicos ou jurídicos, utilizando a IA como instrumento auxiliar do raciocínio profissional.
Aplicar técnicas de revisão textual e auditoria crítica assistidas por IA, identificando fragilidades argumentativas, contradições, omissões, inconsistências e oportunidades de aperfeiçoamento das manifestações.
Desenvolver e utilizar instrumentos práticos reutilizáveis, como mapas de análise, matrizes de fatos e evidências, matrizes de fontes e bibliotecas de prompts, incorporando-os à rotina profissional para aprimorar a qualidade e a eficiência dos trabalhos.
Adaptar a metodologia e as ferramentas estudadas às diferentes manifestações opinativas produzidas no exercício de suas atribuições, inclusive aquelas relacionadas ao acompanhamento e à fiscalização da execução contratual.
Para quem é
Público-alvo
O programa destina-se a profissionais que atuam nas contratações públicas e que, no exercício de suas atribuições, necessitam elaborar, fundamentar, analisar ou revisar pareceres técnicos e jurídicos, relatórios, notas técnicas e outras manifestações oficiais de natureza opinativa. É indicado especialmente a:
Assessores e consultores jurídicos, procuradores e advogados que atuam em licitações, contratações diretas e contratos administrativos.
Profissionais de Controle Interno, auditoria e conformidade, responsáveis pela análise da regularidade, dos riscos e dos procedimentos de contratação.
Profissionais das áreas técnicas, incluindo engenheiros, arquitetos, especialistas em tecnologia da informação, contadores, economistas e administradores que elaboram manifestações técnicas no âmbito das contratações públicas.
Agentes de contratação, integrantes de equipes de planejamento e demais servidores envolvidos nos processos de contratação, cujas atribuições demandem análises técnicas, fundamentação de posicionamentos e elaboração de manifestações oficiais.
Profissionais responsáveis por processos administrativos sancionadores, especialmente aqueles que elaboram relatórios, análises e manifestações sobre infrações contratuais e aplicação de penalidades.
Consultores, professores, pesquisadores e demais profissionais que desejem aperfeiçoar suas técnicas de análise, argumentação e elaboração de manifestações técnicas e jurídicas com apoio da Inteligência Artificial.
Como será desenvolvido
Metodologia
O programa combina exposição dialogada, demonstrações orientadas e atividades práticas com Inteligência Artificial, integradas às principais etapas da elaboração de manifestações técnicas e jurídicas.
O principal diferencial está na integração da Inteligência Artificial a uma metodologia estruturada de elaboração de manifestações técnicas e jurídicas, por meio de oficinas práticas que acompanham as principais etapas do trabalho profissional.
Instrumentos reutilizáveis: Os participantes aprenderão a utilizar técnicas de interação com IA e a construir Mapas de Análise do Parecer, Matrizes de Fatos e Evidências, Matrizes de Questões e Fontes e bibliotecas de prompts especializados.
Construção e revisão de argumentos: As oficinas contemplarão o uso da IA para construir e testar teses argumentativas, identificar inconsistências e realizar a auditoria crítica das manifestações.
Aplicação à rotina profissional: Métodos e ferramentas que poderão ser incorporados às diferentes manifestações opinativas produzidas no exercício das atribuições profissionais, com preservação do julgamento técnico e da responsabilidade pelo conteúdo produzido.
Conteúdo do curso
Conteúdo programático
MÓDULO I – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA À ELABORAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES TÉCNICAS E JURÍDICAS
1. Fundamentos da inteligência artificial generativa
1.1. Conceito, funcionamento e características da ia generativa e dos modelos de linguagem.
1.2. Distinção entre motores de busca, assistentes e agentes de ia.
1.3. Possibilidades, limitações e impactos da ia nas atividades técnicas e jurídicas.
2. Limitações e riscos do uso profissional da ia
2.1. Alucinações, respostas superficiais, excesso de confiança e perda de contexto.
2.2. Vieses, inferências indevidas e riscos relacionados ao tratamento de informações e documentos.
2.3. Necessidade de validação humana e controle crítico dos resultados.
3. Engenharia de interação com a ia
3.1. Conceito e estrutura do prompt: contexto, objetivo, tarefa, critérios, restrições e formato de saída.
3.2. Técnicas de interação iterativa, refinamento de comandos e decomposição de tarefas complexas.
3.3. Distinção entre prompt, skill e plugin.
3.4. Bibliotecas de prompts e instruções reutilizáveis.
4. Preparação da ia para uso profissional
4.1. Configuração de preferências, instruções permanentes e contexto profissional.
4.2. Instruções para redução de alucinações, tratamento de incertezas e preservação da rastreabilidade das fontes.
4.3. Preservação do conteúdo técnico durante revisões e configuração de assistentes especializados.
5. Uso responsável da IA em atividades técnicas e jurídicas
5.1. IA como instrumento de apoio à análise, sem substituição do julgamento profissional.
5.2. Preservação da autoria intelectual e da responsabilidade pela manifestação.
5.3. Verificação de fatos, cálculos, referências e informações produzidas pela ferramenta.
6. Uso malicioso da IA e segurança da análise documental
6.1. Manipulação de sistemas de IA por meio de instruções inseridas em documentos (prompt injection).
6.2. Tentativas de alterar critérios de análise, induzir conclusões, ocultar achados ou simular instruções de autoridade.
6.3. Distinção entre conteúdo documental legítimo e instruções dirigidas à IA.
6.4. Protocolos defensivos de identificação, preservação e registro de conteúdos suspeitos, sem execução das instruções.
7. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — PREPARAÇÃO DA FERRAMENTA PARA USO PROFISSIONAL
7.1. Configuração de preferências e instruções permanentes.
7.2. Definição do contexto profissional e de regras para tratamento de incertezas, fontes e informações não confirmadas.
7.3. Construção e refinamento de prompts estruturados.
7.4. Configuração básica de assistente especializado para apoio às atividades técnicas ou jurídicas.
MÓDULO II – A MANIFESTAÇÃO TÉCNICA DA ASSESSORIA JURÍDICA E DO CONTROLE INTERNO NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS
1. Natureza e finalidade da manifestação técnica
1.1. Funções consultiva, preventiva e de controle.
1.2. Distinção entre manifestação opinativa e decisão administrativa.
1.3. Autonomia técnica, dever de fundamentação e limites da atuação profissional.
2. Assessoria Jurídica nas contratações públicas
2.1. Natureza, competências e limites da atuação jurídica.
2.2. Controle prévio de legalidade e distinção entre questões jurídicas e eminentemente técnicas.
2.3. Espécies de manifestações jurídicas: pareceres facultativos, obrigatórios, vinculantes e referenciais.
2.4. Aprovação jurídica de minutas e tratamento de processos com instrução insuficiente.
3. Controle Interno nas contratações públicas
3.1. Natureza, funções e competências do Controle Interno.
3.2. Controle de conformidade, riscos, procedimentos e mecanismos de controle.
3.3. Limites entre controle e gestão administrativa.
3.4. Achados, recomendações e acompanhamento das providências.
4. Competências, interfaces e segregação de funções
4.1. Distinção e aproximação entre as competências da Assessoria Jurídica e do Controle Interno.
4.2. Sobreposição de competências, conflitos de atribuições e duplicidade de controles.
4.3. Segregação de funções e relacionamento com áreas técnicas, agentes de contratação, gestores e autoridades decisórias.
5. Independência técnica, hierarquia e conflitos de interesse
5.1. Autonomia intelectual e limites da hierarquia sobre o conteúdo da manifestação.
5.2. Pressões institucionais, direcionamento de conclusões, impedimentos e conflitos de interesse.
5.3. Participação prévia em atos posteriormente submetidos à análise ou controle.
6. Garantias, deveres e responsabilidades
6.1. Responsabilidade pelo conteúdo técnico da manifestação.
6.2. Distinção entre erro técnico, divergência interpretativa, dolo e erro grave.
6.3. Garantias e responsabilidades dos profissionais da Assessoria Jurídica e do Controle Interno.
6.4. Fundamentação e registro das premissas e limitações como instrumentos de proteção institucional e profissional.
7. Limites e inadequações da manifestação técnica
7.1. Vedação à substituição da decisão administrativa e à invasão de competências alheias.
7.2. Inadequação de conclusões sem elementos suficientes ou fundamentação consistente.
7.3. Riscos das manifestações genéricas, excessivamente abrangentes ou inconclusivas.
MÓDULO III – ESTRUTURAÇÃO E ELEMENTOS DO PARECER TÉCNICO E JURÍDICO
1. Estrutura do parecer técnico e jurídico
1.1. O parecer como manifestação opinativa e sua estrutura em função da complexidade da matéria.
1.2. Preâmbulo e cabeçalho: identificação da manifestação, do processo e do objeto.
1.3. Ementa: finalidade, conteúdo e técnicas de elaboração.
1.4. Sumário e organização interna do parecer.
1.5. Relatório: apresentação da demanda, dos fatos, dos documentos e das questões examinadas.
1.6. Análise e fundamentação: organização dos fundamentos e da linha de raciocínio.
1.7. Dispositivo e conclusão: respostas, ressalvas, condicionantes, recomendações e encaminhamentos.
1.8. Coerência entre relatório, fundamentação e conclusão.
2. Boas práticas de redação e fundamentação
2.1. Clareza, precisão, concisão e objetividade da linguagem técnica.
2.2. Fundamentação proporcional à complexidade e aos riscos da matéria.
2.3. Distinção entre fatos, alegações, evidências, inferências e conclusões.
2.4. Organização lógica da fundamentação e tratamento de entendimentos divergentes.
2.5. Formulação adequada de ressalvas, condicionantes e recomendações.
2.6. Preservação da autoria e da responsabilidade intelectual do parecerista.
3. O que não fazer em um parecer
3.1. Linguagem evasiva, fundamentação aparente e reprodução desnecessária de documentos ou fontes.
3.2. Conclusões sem fundamentação, questões não enfrentadas e contradições internas.
3.3. Invasão de competências e utilização de ressalvas para transferir responsabilidades.
3.4. Uso inadequado das expressões s.m.j. — salvo melhor juízo — e s.m.e. — salvo melhor entendimento.
3.5. Emprego de fórmulas padronizadas como substitutas da análise ou da conclusão.
4. Parecer inepto, deficiente ou inconclusivo
4.1. Ausência de delimitação do objeto e deficiência na identificação das questões.
4.2. Fundamentação meramente descritiva, contraditória ou dissociada dos fatos.
4.3. Conclusões genéricas, ambíguas ou incapazes de responder às questões examinadas.
4.4. Excesso de condicionantes, extrapolação de competências e transferência indevida da análise ao decisor.
5. Citações, referências e organização das fontes
5.1. Função das fontes na fundamentação e distinção entre sua utilização crítica e mera reprodução.
5.2. Citações diretas e indiretas, curtas e longas.
5.3. Referências a obras de um mesmo autor, múltiplos autores e citação de citação.
5.4. Fidelidade, contextualização, identificação e rastreabilidade das fontes.
5.5. Cuidados com fontes e referências obtidas por meio de IA.
6. Visão geral do método de elaboração do parecer
6.1. Compreensão da demanda e delimitação das questões.
6.2. Organização dos fatos, documentos e evidências.
6.3. Pesquisa e seleção das fontes.
6.4. Construção da fundamentação e formulação da conclusão.
6.5. Redação, revisão crítica e finalização do parecer.
MÓDULO IV – COMPREENSÃO DA DEMANDA, DELIMITAÇÃO DO OBJETO E FORMULAÇÃO DAS QUESTÕES
1. Origem, finalidade e delimitação do problema
1.1. Distinção entre manifestação provocada por consulta e manifestação decorrente do exercício das competências de análise, assessoramento ou controle.
1.2. Identificação da razão e da finalidade pelas quais a matéria foi submetida à análise.
1.3. Manifestações decorrentes de consulta: compreensão da dúvida, controvérsia ou questão apresentada.
1.4. Manifestações decorrentes de atribuição institucional: atuação preventiva destinada à identificação e correção de irregularidades ou ilegalidades, independentemente de consulta específica.
1.5. Distinção entre as questões apresentadas e os problemas efetivamente identificados, considerando a possibilidade de ampliação do exame quando necessária ao adequado exercício da função.
1.6. Identificação do problema central e distinção entre questões principais e acessórias.
1.7. Identificação de pressupostos, premissas não demonstradas e formulações que possam direcionar indevidamente a análise.
1.8. Reformulação técnica do problema quando a questão apresentada não corresponder ao problema que efetivamente precisa ser enfrentado.
1.9. Definição do objeto, dos limites e da extensão da análise de acordo com a natureza e a finalidade da atuação profissional.
2. Formulação e organização das questões de análise
2.1. Decomposição do problema em questões técnicas ou jurídicas específicas e respondíveis.
2.2. Organização das questões principais, secundárias, antecedentes e dependentes segundo a ordem lógica de enfrentamento.
2.3. Formulação neutra das questões e correspondência entre os pontos que serão analisados e aqueles que deverão ser respondidos na conclusão.
3. Limites de competência e suficiência dos elementos para análise
3.1. Identificação dos limites de competência do parecerista e das matérias que dependam de manifestação especializada ou decisão administrativa.
3.2. Identificação preliminar das informações, documentos ou esclarecimentos necessários ao prosseguimento da análise.
3.3. Tratamento das lacunas de informação, vedado seu preenchimento por presunções do parecerista ou da Inteligência Artificial.
4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — CONSTRUÇÃO DO MAPA DE ANÁLISE DO PARECER
4.1. Utilização da IA para auxiliar na compreensão da matéria, considerando as diferenças entre manifestações decorrentes de consulta e aquelas resultantes do exercício das funções de análise, assessoramento ou controle.
4.2. Identificação do problema central, delimitação do objeto e decomposição da matéria em questões de análise.
4.3. Organização das questões segundo a sequência lógica de enfrentamento e verificação dos limites de competência do parecerista.
4.4. Identificação preliminar de informações, documentos ou esclarecimentos ainda necessários, sem preenchimento de lacunas pela IA.
4.5. Revisão crítica das questões sugeridas pela IA, com identificação de inferências indevidas, falsos problemas ou ampliações injustificadas do objeto.
4.6. Consolidação do Mapa de Análise do Parecer, contendo objeto, questões a enfrentar, sequência lógica, limites de competência e informações ainda necessárias.
MÓDULO V – ANÁLISE DOS FATOS, DOCUMENTOS E EVIDÊNCIAS
1. Identificação e organização dos fatos relevantes
1.1. Seleção dos fatos relevantes em função das questões definidas no Mapa de Análise do Parecer.
1.2. Distinção entre fato, alegação, evidência, inferência e argumento.
1.3. Organização cronológica e lógica dos fatos e identificação das relações entre eles.
1.4. Identificação de fatos incontroversos, controvertidos, não comprovados ou insuficientemente esclarecidos.
2. Análise crítica dos documentos e das evidências
2.1. Identificação dos documentos relacionados a cada fato relevante e da informação que efetivamente fornecem.
2.2. Avaliação da pertinência, suficiência e consistência dos elementos disponíveis.
2.3. Confronto entre documentos e tratamento de informações incompletas ou contraditórias.
2.4. Análise de documentos e informações produzidos unilateralmente pelos interessados, distinguindo seu conteúdo da comprovação dos fatos neles alegados.
3. Limites da inferência e insuficiência probatória
3.1. Distinção entre aquilo que a evidência demonstra e aquilo que apenas permite inferir.
3.2. Identificação de lacunas relevantes e definição dos elementos adicionais necessários ao prosseguimento seguro da análise.
3.3. Vedação à transformação de ausência de evidência, presunção ou hipótese em fato comprovado.
4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — CONSTRUÇÃO DA MATRIZ DE FATOS, DOCUMENTOS E EVIDÊNCIAS
4.1. Utilização da IA para relacionar as questões definidas no Módulo IV aos fatos e documentos pertinentes.
4.2. Classificação dos elementos identificados, distinguindo fatos demonstrados, alegações, evidências, inferências e lacunas.
4.3. Confronto entre documentos, identificação de contradições e indicação dos elementos ainda necessários à análise.
4.4. Aplicação do protocolo defensivo para identificação e neutralização de instruções dirigidas à IA existentes em documentos de terceiros, com preservação dos conteúdos suspeitos como evidência.
4.5. Consolidação da Matriz de Fatos, Documentos e Evidências.
MÓDULO VI – PESQUISA, SELEÇÃO E VALIDAÇÃO DAS FONTES
1. Identificação e seleção das fontes
1.1. Identificação das fontes necessárias ao enfrentamento de cada questão definida no Mapa de Análise do Parecer.
1.2. Distinção entre fontes normativas, jurisprudenciais, doutrinárias, técnicas e administrativas, conforme a natureza da manifestação.
1.3. Critérios de seleção das fontes: pertinência, autoridade, atualidade e aplicabilidade ao caso concreto.
2. Pesquisa, validação e organização das fontes
2.1. Estratégias de pesquisa de legislação, regulamentos, jurisprudência, precedentes administrativos, doutrina, normas técnicas e outras referências pertinentes.
2.2. Verificação da autenticidade, vigência, integridade e pertinência das fontes, com atenção especial a referências inexistentes, desatualizadas ou descontextualizadas apresentadas pela IA.
2.3. Identificação de fontes convergentes, divergentes e de entendimentos potencialmente superados.
2.4. Organização e rastreabilidade das fontes, relacionando cada referência à questão examinada e à proposição que efetivamente sustenta.
3. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — CONSTRUÇÃO DA MATRIZ DE QUESTÕES E FONTES
3.1. Utilização da IA para planejar e realizar a pesquisa das fontes aplicáveis às questões delimitadas nos módulos anteriores.
3.2. Pesquisa, validação e organização das referências, mediante confronto com as fontes originais e identificação de informações inexistentes, inadequadas ou desatualizadas.
3.3. Identificação de fontes divergentes e avaliação de sua pertinência para o caso examinado.
3.4. Consolidação da Matriz de Questões e Fontes, relacionando cada questão às referências verificadas e às proposições que efetivamente sustentam.
MÓDULO VII – CONSTRUÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO, CONCLUSÃO E REDAÇÃO DO PARECER
1. Construção do raciocínio e da fundamentação
1.1. Organização da linha de raciocínio a partir das questões delimitadas, dos fatos demonstrados e das fontes aplicáveis.
1.2. Construção da tese técnica ou jurídica, distinguindo premissas, inferências, argumentos e conclusões.
1.3. Desenvolvimento da fundamentação mediante confronto entre fatos, evidências, critérios técnicos e fontes jurídicas.
1.4. Identificação e enfrentamento de argumentos contrários, interpretações alternativas e entendimentos divergentes.
1.5. Tratamento das incertezas e limitações que possam influenciar a fundamentação ou a conclusão.
2. Formulação da conclusão
2.1. Construção de conclusões objetivas, fundamentadas e correspondentes às questões examinadas.
2.2. Formulação de conclusões favoráveis, desfavoráveis ou condicionadas, conforme os resultados da análise.
2.3. Utilização adequada de ressalvas, recomendações, condicionantes e encaminhamentos, respeitados os limites de competência do parecerista.
3. Redação e estruturação do parecer
3.1. Organização do relatório, da fundamentação e da conclusão conforme a estrutura estudada no Módulo III.
3.2. Técnicas de redação clara, precisa e objetiva, com preservação da consistência técnica e da sequência lógica da argumentação.
3.3. Integração das partes do parecer, assegurando correspondência entre o objeto, as questões examinadas, a fundamentação e as conclusões.
4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — ELABORAÇÃO ASSISTIDA DO PARECER
4.1. Utilização da IA para estruturar a linha argumentativa com base nos produtos elaborados nos módulos anteriores.
4.2. Formulação das conclusões e das recomendações pertinentes, observando a correspondência com as questões examinadas.
4.3. Elaboração assistida do relatório, da fundamentação e do dispositivo conclusivo, preservando a autoria intelectual e a responsabilidade do parecerista.
4.4. Consolidação da primeira versão integral do parecer técnico ou jurídico.
MÓDULO VIII – REVISÃO CRÍTICA E AUDITORIA FINAL DO PARECER
1. Revisão textual do parecer
1.1. Revisão ortográfica, gramatical e sintática, com preservação do conteúdo técnico e do sentido original.
1.2. Aperfeiçoamento da fluência, clareza, coerência textual, objetividade e concisão.
1.3. Eliminação de redundâncias, ambiguidades e formulações desnecessariamente complexas, sem alteração do raciocínio ou das conclusões do parecerista.
2. Auditoria da fundamentação e da consistência argumentativa
2.1. Verificação da consistência lógica da fundamentação e da correspondência entre premissas, argumentos e conclusões.
2.2. Identificação de fragilidades argumentativas, inferências indevidas, contradições e conclusões sem suporte suficiente.
2.3. Confronto da tese adotada com argumentos contrários, interpretações alternativas e entendimentos divergentes.
3. Auditoria da completude e da coerência do parecer
3.1. Verificação do enfrentamento de todas as questões relevantes delimitadas no Mapa de Análise do Parecer.
3.2. Avaliação da coerência entre relatório, fundamentação e conclusão, com identificação de omissões, contradições e extrapolações do objeto ou da competência profissional.
3.3. Verificação da correspondência entre fatos, evidências, fontes utilizadas e afirmações apresentadas no parecer.
3.4. Conferência da fidelidade das citações, referências e informações técnicas utilizadas.
3.5. Identificação de ressalvas excessivas, recomendações imprecisas e conclusões ambíguas ou inconclusivas.
4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — REVISÃO TEXTUAL E AUDITORIA CRÍTICA DO PARECER
4.1. Revisão ortográfica, gramatical, sintática, de coerência textual, fluidez e concisão da primeira versão do parecer, sem alteração do conteúdo técnico.
4.2. Utilização da IA como revisora crítica da fundamentação, mediante identificação de fragilidades argumentativas e confronto com argumentos contrários, interpretações alternativas e possíveis objeções à tese adotada.
4.3. Identificação de omissões, contradições, inferências indevidas e conclusões insuficientemente fundamentadas.
4.4. Verificação da correspondência entre o Mapa de Análise, as matrizes de fatos e fontes, a fundamentação e a conclusão do parecer.
4.5. Conferência das citações, referências e informações técnicas, com identificação de inconsistências e fontes que exijam nova verificação.
4.6. Avaliação crítica das sugestões da IA e incorporação das alterações aprovadas pelo parecerista.
4.7. Nova revisão ortográfica, gramatical, de coerência textual, fluidez e concisão, após todas as auditorias e alterações da fundamentação, das teses argumentativas e das conclusões, preservando o conteúdo técnico consolidado.
4.8. Consolidação da versão definitiva do parecer técnico ou jurídico.
Quem conduz
Professor: Luiz Claudio Chaves
Administrador Público e Jurista, pós-graduado em Direito Administrativo. Assessor Especial para Contratações de STIC do Tribunal de Justiça/RJ, onde é servidor de carreira, com mais de 30 anos de serviço. É Professor da Pós-graduação em Direito da UERJ, da Fundação Getúlio Vargas-FGV/PROJETOS e da PUC-RIO, além de diversas instituições de ensino e Escolas de Governo do País, dentre as quais destacam-se: Escola Nacional de Administração Pública – ENAP, Escola de Administração Judiciária – ESAJ/TJRJ, Escola Nacional de Serviços Urbanos – ENSUR/IBAM. Autor, dentre outras, das seguintes obras: Curso Prático de Licitações, os segredos da Lei 8.666/93, Lumen Juris, 2011; Licitação Pública, Compra e Venda governamental Para Leigos, Alta Books, 2016; Gerenciamento de Riscos nas Aquisições e Contratações de Serviços da Administração Pública, ed. JML, 2020; A Atividade de Planejamento e Análise de Mercado nas Contratações Governamentais, 2ª. ed. Fórum, 2023; e, Como fixar os requisitos de qualificação técnica nas licitações da administração pública, ed. Fórum, 2022. É articulista nos principais periódicos especializados em Licitações e Contratos, destacando-se, dentre eles a Revista do Tribunal de Contas da União-RTCU; Fórum de Contratações e Gestão Pública-FCGP/FÓRUM; Informativo de Licitações e Contratos-ILC/Zênite; e Revista JML de Licitações e Contratos-RJML/JML. Membro do Conselho Editorial da Revista SÍNTESI – Direito Administrativo, ed. IOB.
Especialista em Licitações e Contratos Públicos, com ampla experiência como servidor efetivo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) desde 2005, onde atua como Assessor da Secretaria-Geral, Coordenador de Licitações Sustentáveis e Coordenador do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Boas Práticas em Licitações e Contratos (GELIC). Liderança em gestão pública, tendo ocupado cargos como Diretor de Licitações e Contratos, Gerente de Licitações e Contratos, Pregoeiro e Presidente da Comissão Permanente de Licitação no MPRJ.
Instrutor e palestrante experiente, com atuação em várias instituições privadas especializadas em cursos para o setor público, ministrando cursos sobre temas como Licitações e Contratos, sistema de registro de preços, elaboração de termos de referência, contratações sustentáveis e aplicação de sanções. Professor de Direito Constitucional na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), com foco na formação e capacitação de profissionais para a gestão pública.
Investimento, Datas e Cidades
R$ 3.990,00
Incluso: material didático, pasta, almoço, cofee-break e certificado.