Elaboração de pareceres técnicos, jurídicos e manifestações opinativas com Inteligência Artificial

Elaboração de pareceres técnicos, jurídicos e manifestações opinativas com Inteligência Artificial

Sobre o curso

Apresentação

Como elaborar manifestações técnicas e jurídicas consistentes, bem fundamentadas e conclusivas, utilizando a Inteligência Artificial sem comprometer a autonomia e a responsabilidade profissional?

Este programa oferece uma metodologia prática para a elaboração de pareceres técnicos e jurídicos e de outras manifestações oficiais de natureza opinativa produzidas no âmbito das contratações públicas. Seu alcance não se limita aos documentos formalmente denominados pareceres: contempla também as manifestações elaboradas por profissionais no exercício de suas atribuições, inclusive gestores e fiscais de contratos, ao se pronunciarem sobre a execução contratual, o cumprimento de obrigações e outras questões submetidas à sua apreciação.

O curso acompanha todas as etapas de construção dessas manifestações: compreensão e delimitação do problema, análise crítica de fatos, documentos e evidências, pesquisa e validação de fontes, desenvolvimento da fundamentação, formulação de conclusões e revisão final.

A Inteligência Artificial será utilizada de forma integrada às atividades práticas, apoiando a organização das informações, a construção dos argumentos, a redação e a auditoria crítica dos documentos. O participante aprenderá também a identificar limitações, inconsistências e riscos associados ao uso da tecnologia, preservando o julgamento técnico e a responsabilidade pelo conteúdo produzido.

Ao final do curso, o participante estará capacitado a utilizar a Inteligência Artificial na elaboração de manifestações oficiais de natureza opinativa, como pareceres técnicos e jurídicos, relatórios de análise, manifestações de gestores e fiscais de contratos, notas técnicas e outros documentos próprios de suas atribuições profissionais, aplicando métodos de análise crítica, fundamentação, redação e revisão que assegurem maior consistência, precisão e qualidade às suas manifestações.

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O que você vai desenvolver

Objetivos

Capacitar profissionais que atuam nas contratações públicas a utilizar a Inteligência Artificial, de forma crítica, segura e metodologicamente estruturada, na elaboração, fundamentação e revisão de pareceres técnicos e jurídicos, relatórios, notas técnicas e outras manifestações oficiais de natureza opinativa, aprimorando a qualidade, a consistência e a eficiência de suas atividades profissionais.

Ao final do programa, espera-se que o participante esteja capacitado a:

  • Utilizar ferramentas de Inteligência Artificial de maneira eficiente e responsável, reconhecendo suas potencialidades, limitações e riscos, sem comprometer a autonomia intelectual e a responsabilidade profissional.
  • Compreender a estrutura e os elementos fundamentais das manifestações opinativas, aplicando boas práticas de redação, fundamentação e formulação de conclusões.
  • Identificar e delimitar os problemas submetidos à análise, formulando questões objetivas e organizando sua sequência lógica de enfrentamento, respeitados os limites das atribuições profissionais.
  • Examinar criticamente fatos, documentos e evidências, distinguindo informações comprovadas, alegações, inferências e lacunas, com apoio da IA na organização e no confronto dos elementos disponíveis.
  • Pesquisar, selecionar e validar fontes normativas, jurisprudenciais, doutrinárias, técnicas e administrativas, assegurando sua pertinência, confiabilidade e rastreabilidade.
  • Construir fundamentações consistentes e conclusões objetivas, mediante articulação entre fatos, evidências, fontes e argumentos técnicos ou jurídicos, utilizando a IA como instrumento auxiliar do raciocínio profissional.
  • Aplicar técnicas de revisão textual e auditoria crítica assistidas por IA, identificando fragilidades argumentativas, contradições, omissões, inconsistências e oportunidades de aperfeiçoamento das manifestações.
  • Desenvolver e utilizar instrumentos práticos reutilizáveis, como mapas de análise, matrizes de fatos e evidências, matrizes de fontes e bibliotecas de prompts, incorporando-os à rotina profissional para aprimorar a qualidade e a eficiência dos trabalhos.
  • Adaptar a metodologia e as ferramentas estudadas às diferentes manifestações opinativas produzidas no exercício de suas atribuições, inclusive aquelas relacionadas ao acompanhamento e à fiscalização da execução contratual.

Para quem é

Público-alvo

O programa destina-se a profissionais que atuam nas contratações públicas e que, no exercício de suas atribuições, necessitam elaborar, fundamentar, analisar ou revisar pareceres técnicos e jurídicos, relatórios, notas técnicas e outras manifestações oficiais de natureza opinativa. É indicado especialmente a:

  • Assessores e consultores jurídicos, procuradores e advogados que atuam em licitações, contratações diretas e contratos administrativos.
  • Profissionais de Controle Interno, auditoria e conformidade, responsáveis pela análise da regularidade, dos riscos e dos procedimentos de contratação.
  • Profissionais das áreas técnicas, incluindo engenheiros, arquitetos, especialistas em tecnologia da informação, contadores, economistas e administradores que elaboram manifestações técnicas no âmbito das contratações públicas.
  • Agentes de contratação, integrantes de equipes de planejamento e demais servidores envolvidos nos processos de contratação, cujas atribuições demandem análises técnicas, fundamentação de posicionamentos e elaboração de manifestações oficiais.
  • Profissionais responsáveis por processos administrativos sancionadores, especialmente aqueles que elaboram relatórios, análises e manifestações sobre infrações contratuais e aplicação de penalidades.
  • Consultores, professores, pesquisadores e demais profissionais que desejem aperfeiçoar suas técnicas de análise, argumentação e elaboração de manifestações técnicas e jurídicas com apoio da Inteligência Artificial.

Como será desenvolvido

Metodologia

O programa combina exposição dialogada, demonstrações orientadas e atividades práticas com Inteligência Artificial, integradas às principais etapas da elaboração de manifestações técnicas e jurídicas.

O principal diferencial está na integração da Inteligência Artificial a uma metodologia estruturada de elaboração de manifestações técnicas e jurídicas, por meio de oficinas práticas que acompanham as principais etapas do trabalho profissional.

  • Instrumentos reutilizáveis: Os participantes aprenderão a utilizar técnicas de interação com IA e a construir Mapas de Análise do Parecer, Matrizes de Fatos e Evidências, Matrizes de Questões e Fontes e bibliotecas de prompts especializados.
  • Construção e revisão de argumentos: As oficinas contemplarão o uso da IA para construir e testar teses argumentativas, identificar inconsistências e realizar a auditoria crítica das manifestações.
  • Aplicação à rotina profissional: Métodos e ferramentas que poderão ser incorporados às diferentes manifestações opinativas produzidas no exercício das atribuições profissionais, com preservação do julgamento técnico e da responsabilidade pelo conteúdo produzido.

Conteúdo do curso

Conteúdo programático

MÓDULO I – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APLICADA À ELABORAÇÃO DE MANIFESTAÇÕES TÉCNICAS E JURÍDICAS

  • 1. Fundamentos da inteligência artificial generativa
    • 1.1. Conceito, funcionamento e características da ia generativa e dos modelos de linguagem.
    • 1.2. Distinção entre motores de busca, assistentes e agentes de ia.
    • 1.3. Possibilidades, limitações e impactos da ia nas atividades técnicas e jurídicas.
  • 2. Limitações e riscos do uso profissional da ia
    • 2.1. Alucinações, respostas superficiais, excesso de confiança e perda de contexto.
    • 2.2. Vieses, inferências indevidas e riscos relacionados ao tratamento de informações e documentos.
    • 2.3. Necessidade de validação humana e controle crítico dos resultados.
  • 3. Engenharia de interação com a ia
    • 3.1. Conceito e estrutura do prompt: contexto, objetivo, tarefa, critérios, restrições e formato de saída.
    • 3.2. Técnicas de interação iterativa, refinamento de comandos e decomposição de tarefas complexas.
    • 3.3. Distinção entre prompt, skill e plugin.
    • 3.4. Bibliotecas de prompts e instruções reutilizáveis.
  • 4. Preparação da ia para uso profissional
    • 4.1. Configuração de preferências, instruções permanentes e contexto profissional.
    • 4.2. Instruções para redução de alucinações, tratamento de incertezas e preservação da rastreabilidade das fontes.
    • 4.3. Preservação do conteúdo técnico durante revisões e configuração de assistentes especializados.
  • 5. Uso responsável da IA em atividades técnicas e jurídicas
    • 5.1. IA como instrumento de apoio à análise, sem substituição do julgamento profissional.
    • 5.2. Preservação da autoria intelectual e da responsabilidade pela manifestação.
    • 5.3. Verificação de fatos, cálculos, referências e informações produzidas pela ferramenta.
  • 6. Uso malicioso da IA e segurança da análise documental
    • 6.1. Manipulação de sistemas de IA por meio de instruções inseridas em documentos (prompt injection).
    • 6.2. Tentativas de alterar critérios de análise, induzir conclusões, ocultar achados ou simular instruções de autoridade.
    • 6.3. Distinção entre conteúdo documental legítimo e instruções dirigidas à IA.
    • 6.4. Protocolos defensivos de identificação, preservação e registro de conteúdos suspeitos, sem execução das instruções.
  • 7. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — PREPARAÇÃO DA FERRAMENTA PARA USO PROFISSIONAL
    • 7.1. Configuração de preferências e instruções permanentes.
    • 7.2. Definição do contexto profissional e de regras para tratamento de incertezas, fontes e informações não confirmadas.
    • 7.3. Construção e refinamento de prompts estruturados.
    • 7.4. Configuração básica de assistente especializado para apoio às atividades técnicas ou jurídicas.

MÓDULO II – A MANIFESTAÇÃO TÉCNICA DA ASSESSORIA JURÍDICA E DO CONTROLE INTERNO NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS

  • 1. Natureza e finalidade da manifestação técnica
    • 1.1. Funções consultiva, preventiva e de controle.
    • 1.2. Distinção entre manifestação opinativa e decisão administrativa.
    • 1.3. Autonomia técnica, dever de fundamentação e limites da atuação profissional.
  • 2. Assessoria Jurídica nas contratações públicas
    • 2.1. Natureza, competências e limites da atuação jurídica.
    • 2.2. Controle prévio de legalidade e distinção entre questões jurídicas e eminentemente técnicas.
    • 2.3. Espécies de manifestações jurídicas: pareceres facultativos, obrigatórios, vinculantes e referenciais.
    • 2.4. Aprovação jurídica de minutas e tratamento de processos com instrução insuficiente.
  • 3. Controle Interno nas contratações públicas
    • 3.1. Natureza, funções e competências do Controle Interno.
    • 3.2. Controle de conformidade, riscos, procedimentos e mecanismos de controle.
    • 3.3. Limites entre controle e gestão administrativa.
    • 3.4. Achados, recomendações e acompanhamento das providências.
  • 4. Competências, interfaces e segregação de funções
    • 4.1. Distinção e aproximação entre as competências da Assessoria Jurídica e do Controle Interno.
    • 4.2. Sobreposição de competências, conflitos de atribuições e duplicidade de controles.
    • 4.3. Segregação de funções e relacionamento com áreas técnicas, agentes de contratação, gestores e autoridades decisórias.
  • 5. Independência técnica, hierarquia e conflitos de interesse
    • 5.1. Autonomia intelectual e limites da hierarquia sobre o conteúdo da manifestação.
    • 5.2. Pressões institucionais, direcionamento de conclusões, impedimentos e conflitos de interesse.
    • 5.3. Participação prévia em atos posteriormente submetidos à análise ou controle.
  • 6. Garantias, deveres e responsabilidades
    • 6.1. Responsabilidade pelo conteúdo técnico da manifestação.
    • 6.2. Distinção entre erro técnico, divergência interpretativa, dolo e erro grave.
    • 6.3. Garantias e responsabilidades dos profissionais da Assessoria Jurídica e do Controle Interno.
    • 6.4. Fundamentação e registro das premissas e limitações como instrumentos de proteção institucional e profissional.
  • 7. Limites e inadequações da manifestação técnica
    • 7.1. Vedação à substituição da decisão administrativa e à invasão de competências alheias.
    • 7.2. Inadequação de conclusões sem elementos suficientes ou fundamentação consistente.
    • 7.3. Riscos das manifestações genéricas, excessivamente abrangentes ou inconclusivas.

MÓDULO III – ESTRUTURAÇÃO E ELEMENTOS DO PARECER TÉCNICO E JURÍDICO

  • 1. Estrutura do parecer técnico e jurídico
    • 1.1. O parecer como manifestação opinativa e sua estrutura em função da complexidade da matéria.
    • 1.2. Preâmbulo e cabeçalho: identificação da manifestação, do processo e do objeto.
    • 1.3. Ementa: finalidade, conteúdo e técnicas de elaboração.
    • 1.4. Sumário e organização interna do parecer.
    • 1.5. Relatório: apresentação da demanda, dos fatos, dos documentos e das questões examinadas.
    • 1.6. Análise e fundamentação: organização dos fundamentos e da linha de raciocínio.
    • 1.7. Dispositivo e conclusão: respostas, ressalvas, condicionantes, recomendações e encaminhamentos.
    • 1.8. Coerência entre relatório, fundamentação e conclusão.
  • 2. Boas práticas de redação e fundamentação
    • 2.1. Clareza, precisão, concisão e objetividade da linguagem técnica.
    • 2.2. Fundamentação proporcional à complexidade e aos riscos da matéria.
    • 2.3. Distinção entre fatos, alegações, evidências, inferências e conclusões.
    • 2.4. Organização lógica da fundamentação e tratamento de entendimentos divergentes.
    • 2.5. Formulação adequada de ressalvas, condicionantes e recomendações.
    • 2.6. Preservação da autoria e da responsabilidade intelectual do parecerista.
  • 3. O que não fazer em um parecer
    • 3.1. Linguagem evasiva, fundamentação aparente e reprodução desnecessária de documentos ou fontes.
    • 3.2. Conclusões sem fundamentação, questões não enfrentadas e contradições internas.
    • 3.3. Invasão de competências e utilização de ressalvas para transferir responsabilidades.
    • 3.4. Uso inadequado das expressões s.m.j. — salvo melhor juízo — e s.m.e. — salvo melhor entendimento.
    • 3.5. Emprego de fórmulas padronizadas como substitutas da análise ou da conclusão.
  • 4. Parecer inepto, deficiente ou inconclusivo
    • 4.1. Ausência de delimitação do objeto e deficiência na identificação das questões.
    • 4.2. Fundamentação meramente descritiva, contraditória ou dissociada dos fatos.
    • 4.3. Conclusões genéricas, ambíguas ou incapazes de responder às questões examinadas.
    • 4.4. Excesso de condicionantes, extrapolação de competências e transferência indevida da análise ao decisor.
  • 5. Citações, referências e organização das fontes
    • 5.1. Função das fontes na fundamentação e distinção entre sua utilização crítica e mera reprodução.
    • 5.2. Citações diretas e indiretas, curtas e longas.
    • 5.3. Referências a obras de um mesmo autor, múltiplos autores e citação de citação.
    • 5.4. Fidelidade, contextualização, identificação e rastreabilidade das fontes.
    • 5.5. Cuidados com fontes e referências obtidas por meio de IA.
  • 6. Visão geral do método de elaboração do parecer
    • 6.1. Compreensão da demanda e delimitação das questões.
    • 6.2. Organização dos fatos, documentos e evidências.
    • 6.3. Pesquisa e seleção das fontes.
    • 6.4. Construção da fundamentação e formulação da conclusão.
    • 6.5. Redação, revisão crítica e finalização do parecer.

MÓDULO IV – COMPREENSÃO DA DEMANDA, DELIMITAÇÃO DO OBJETO E FORMULAÇÃO DAS QUESTÕES

  • 1. Origem, finalidade e delimitação do problema
    • 1.1. Distinção entre manifestação provocada por consulta e manifestação decorrente do exercício das competências de análise, assessoramento ou controle.
    • 1.2. Identificação da razão e da finalidade pelas quais a matéria foi submetida à análise.
    • 1.3. Manifestações decorrentes de consulta: compreensão da dúvida, controvérsia ou questão apresentada.
    • 1.4. Manifestações decorrentes de atribuição institucional: atuação preventiva destinada à identificação e correção de irregularidades ou ilegalidades, independentemente de consulta específica.
    • 1.5. Distinção entre as questões apresentadas e os problemas efetivamente identificados, considerando a possibilidade de ampliação do exame quando necessária ao adequado exercício da função.
    • 1.6. Identificação do problema central e distinção entre questões principais e acessórias.
    • 1.7. Identificação de pressupostos, premissas não demonstradas e formulações que possam direcionar indevidamente a análise.
    • 1.8. Reformulação técnica do problema quando a questão apresentada não corresponder ao problema que efetivamente precisa ser enfrentado.
    • 1.9. Definição do objeto, dos limites e da extensão da análise de acordo com a natureza e a finalidade da atuação profissional.
  • 2. Formulação e organização das questões de análise
    • 2.1. Decomposição do problema em questões técnicas ou jurídicas específicas e respondíveis.
    • 2.2. Organização das questões principais, secundárias, antecedentes e dependentes segundo a ordem lógica de enfrentamento.
    • 2.3. Formulação neutra das questões e correspondência entre os pontos que serão analisados e aqueles que deverão ser respondidos na conclusão.
  • 3. Limites de competência e suficiência dos elementos para análise
    • 3.1. Identificação dos limites de competência do parecerista e das matérias que dependam de manifestação especializada ou decisão administrativa.
    • 3.2. Identificação preliminar das informações, documentos ou esclarecimentos necessários ao prosseguimento da análise.
    • 3.3. Tratamento das lacunas de informação, vedado seu preenchimento por presunções do parecerista ou da Inteligência Artificial.
  • 4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — CONSTRUÇÃO DO MAPA DE ANÁLISE DO PARECER
    • 4.1. Utilização da IA para auxiliar na compreensão da matéria, considerando as diferenças entre manifestações decorrentes de consulta e aquelas resultantes do exercício das funções de análise, assessoramento ou controle.
    • 4.2. Identificação do problema central, delimitação do objeto e decomposição da matéria em questões de análise.
    • 4.3. Organização das questões segundo a sequência lógica de enfrentamento e verificação dos limites de competência do parecerista.
    • 4.4. Identificação preliminar de informações, documentos ou esclarecimentos ainda necessários, sem preenchimento de lacunas pela IA.
    • 4.5. Revisão crítica das questões sugeridas pela IA, com identificação de inferências indevidas, falsos problemas ou ampliações injustificadas do objeto.
    • 4.6. Consolidação do Mapa de Análise do Parecer, contendo objeto, questões a enfrentar, sequência lógica, limites de competência e informações ainda necessárias.

MÓDULO V – ANÁLISE DOS FATOS, DOCUMENTOS E EVIDÊNCIAS

  • 1. Identificação e organização dos fatos relevantes
    • 1.1. Seleção dos fatos relevantes em função das questões definidas no Mapa de Análise do Parecer.
    • 1.2. Distinção entre fato, alegação, evidência, inferência e argumento.
    • 1.3. Organização cronológica e lógica dos fatos e identificação das relações entre eles.
    • 1.4. Identificação de fatos incontroversos, controvertidos, não comprovados ou insuficientemente esclarecidos.
  • 2. Análise crítica dos documentos e das evidências
    • 2.1. Identificação dos documentos relacionados a cada fato relevante e da informação que efetivamente fornecem.
    • 2.2. Avaliação da pertinência, suficiência e consistência dos elementos disponíveis.
    • 2.3. Confronto entre documentos e tratamento de informações incompletas ou contraditórias.
    • 2.4. Análise de documentos e informações produzidos unilateralmente pelos interessados, distinguindo seu conteúdo da comprovação dos fatos neles alegados.
  • 3. Limites da inferência e insuficiência probatória
    • 3.1. Distinção entre aquilo que a evidência demonstra e aquilo que apenas permite inferir.
    • 3.2. Identificação de lacunas relevantes e definição dos elementos adicionais necessários ao prosseguimento seguro da análise.
    • 3.3. Vedação à transformação de ausência de evidência, presunção ou hipótese em fato comprovado.
  • 4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — CONSTRUÇÃO DA MATRIZ DE FATOS, DOCUMENTOS E EVIDÊNCIAS
    • 4.1. Utilização da IA para relacionar as questões definidas no Módulo IV aos fatos e documentos pertinentes.
    • 4.2. Classificação dos elementos identificados, distinguindo fatos demonstrados, alegações, evidências, inferências e lacunas.
    • 4.3. Confronto entre documentos, identificação de contradições e indicação dos elementos ainda necessários à análise.
    • 4.4. Aplicação do protocolo defensivo para identificação e neutralização de instruções dirigidas à IA existentes em documentos de terceiros, com preservação dos conteúdos suspeitos como evidência.
    • 4.5. Consolidação da Matriz de Fatos, Documentos e Evidências.

MÓDULO VI – PESQUISA, SELEÇÃO E VALIDAÇÃO DAS FONTES

  • 1. Identificação e seleção das fontes
    • 1.1. Identificação das fontes necessárias ao enfrentamento de cada questão definida no Mapa de Análise do Parecer.
    • 1.2. Distinção entre fontes normativas, jurisprudenciais, doutrinárias, técnicas e administrativas, conforme a natureza da manifestação.
    • 1.3. Critérios de seleção das fontes: pertinência, autoridade, atualidade e aplicabilidade ao caso concreto.
  • 2. Pesquisa, validação e organização das fontes
    • 2.1. Estratégias de pesquisa de legislação, regulamentos, jurisprudência, precedentes administrativos, doutrina, normas técnicas e outras referências pertinentes.
    • 2.2. Verificação da autenticidade, vigência, integridade e pertinência das fontes, com atenção especial a referências inexistentes, desatualizadas ou descontextualizadas apresentadas pela IA.
    • 2.3. Identificação de fontes convergentes, divergentes e de entendimentos potencialmente superados.
    • 2.4. Organização e rastreabilidade das fontes, relacionando cada referência à questão examinada e à proposição que efetivamente sustenta.
  • 3. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — CONSTRUÇÃO DA MATRIZ DE QUESTÕES E FONTES
    • 3.1. Utilização da IA para planejar e realizar a pesquisa das fontes aplicáveis às questões delimitadas nos módulos anteriores.
    • 3.2. Pesquisa, validação e organização das referências, mediante confronto com as fontes originais e identificação de informações inexistentes, inadequadas ou desatualizadas.
    • 3.3. Identificação de fontes divergentes e avaliação de sua pertinência para o caso examinado.
    • 3.4. Consolidação da Matriz de Questões e Fontes, relacionando cada questão às referências verificadas e às proposições que efetivamente sustentam.

MÓDULO VII – CONSTRUÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO, CONCLUSÃO E REDAÇÃO DO PARECER

  • 1. Construção do raciocínio e da fundamentação
    • 1.1. Organização da linha de raciocínio a partir das questões delimitadas, dos fatos demonstrados e das fontes aplicáveis.
    • 1.2. Construção da tese técnica ou jurídica, distinguindo premissas, inferências, argumentos e conclusões.
    • 1.3. Desenvolvimento da fundamentação mediante confronto entre fatos, evidências, critérios técnicos e fontes jurídicas.
    • 1.4. Identificação e enfrentamento de argumentos contrários, interpretações alternativas e entendimentos divergentes.
    • 1.5. Tratamento das incertezas e limitações que possam influenciar a fundamentação ou a conclusão.
  • 2. Formulação da conclusão
    • 2.1. Construção de conclusões objetivas, fundamentadas e correspondentes às questões examinadas.
    • 2.2. Formulação de conclusões favoráveis, desfavoráveis ou condicionadas, conforme os resultados da análise.
    • 2.3. Utilização adequada de ressalvas, recomendações, condicionantes e encaminhamentos, respeitados os limites de competência do parecerista.
  • 3. Redação e estruturação do parecer
    • 3.1. Organização do relatório, da fundamentação e da conclusão conforme a estrutura estudada no Módulo III.
    • 3.2. Técnicas de redação clara, precisa e objetiva, com preservação da consistência técnica e da sequência lógica da argumentação.
    • 3.3. Integração das partes do parecer, assegurando correspondência entre o objeto, as questões examinadas, a fundamentação e as conclusões.
  • 4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — ELABORAÇÃO ASSISTIDA DO PARECER
    • 4.1. Utilização da IA para estruturar a linha argumentativa com base nos produtos elaborados nos módulos anteriores.
    • 4.2. Formulação das conclusões e das recomendações pertinentes, observando a correspondência com as questões examinadas.
    • 4.3. Elaboração assistida do relatório, da fundamentação e do dispositivo conclusivo, preservando a autoria intelectual e a responsabilidade do parecerista.
    • 4.4. Consolidação da primeira versão integral do parecer técnico ou jurídico.

MÓDULO VIII – REVISÃO CRÍTICA E AUDITORIA FINAL DO PARECER

  • 1. Revisão textual do parecer
    • 1.1. Revisão ortográfica, gramatical e sintática, com preservação do conteúdo técnico e do sentido original.
    • 1.2. Aperfeiçoamento da fluência, clareza, coerência textual, objetividade e concisão.
    • 1.3. Eliminação de redundâncias, ambiguidades e formulações desnecessariamente complexas, sem alteração do raciocínio ou das conclusões do parecerista.
  • 2. Auditoria da fundamentação e da consistência argumentativa
    • 2.1. Verificação da consistência lógica da fundamentação e da correspondência entre premissas, argumentos e conclusões.
    • 2.2. Identificação de fragilidades argumentativas, inferências indevidas, contradições e conclusões sem suporte suficiente.
    • 2.3. Confronto da tese adotada com argumentos contrários, interpretações alternativas e entendimentos divergentes.
  • 3. Auditoria da completude e da coerência do parecer
    • 3.1. Verificação do enfrentamento de todas as questões relevantes delimitadas no Mapa de Análise do Parecer.
    • 3.2. Avaliação da coerência entre relatório, fundamentação e conclusão, com identificação de omissões, contradições e extrapolações do objeto ou da competência profissional.
    • 3.3. Verificação da correspondência entre fatos, evidências, fontes utilizadas e afirmações apresentadas no parecer.
    • 3.4. Conferência da fidelidade das citações, referências e informações técnicas utilizadas.
    • 3.5. Identificação de ressalvas excessivas, recomendações imprecisas e conclusões ambíguas ou inconclusivas.
  • 4. ATIVIDADE PRÁTICA COM IA — REVISÃO TEXTUAL E AUDITORIA CRÍTICA DO PARECER
    • 4.1. Revisão ortográfica, gramatical, sintática, de coerência textual, fluidez e concisão da primeira versão do parecer, sem alteração do conteúdo técnico.
    • 4.2. Utilização da IA como revisora crítica da fundamentação, mediante identificação de fragilidades argumentativas e confronto com argumentos contrários, interpretações alternativas e possíveis objeções à tese adotada.
    • 4.3. Identificação de omissões, contradições, inferências indevidas e conclusões insuficientemente fundamentadas.
    • 4.4. Verificação da correspondência entre o Mapa de Análise, as matrizes de fatos e fontes, a fundamentação e a conclusão do parecer.
    • 4.5. Conferência das citações, referências e informações técnicas, com identificação de inconsistências e fontes que exijam nova verificação.
    • 4.6. Avaliação crítica das sugestões da IA e incorporação das alterações aprovadas pelo parecerista.
    • 4.7. Nova revisão ortográfica, gramatical, de coerência textual, fluidez e concisão, após todas as auditorias e alterações da fundamentação, das teses argumentativas e das conclusões, preservando o conteúdo técnico consolidado.
    • 4.8. Consolidação da versão definitiva do parecer técnico ou jurídico.

Quem conduz

Professor: Luiz Claudio Chaves

Luiz Claudio Chaves

Administrador Público e Jurista, pós-graduado em Direito Administrativo. Assessor Especial para Contratações de STIC do Tribunal de Justiça/RJ, onde é servidor de carreira, com mais de 30 anos de serviço. É Professor da Pós-graduação em Direito da UERJ, da Fundação Getúlio Vargas-FGV/PROJETOS e da PUC-RIO, além de diversas instituições de ensino e Escolas de Governo do País, dentre as quais destacam-se: Escola Nacional de Administração Pública – ENAP, Escola de Administração Judiciária – ESAJ/TJRJ, Escola Nacional de Serviços Urbanos – ENSUR/IBAM. Autor, dentre outras, das seguintes obras: Curso Prático de Licitações, os segredos da Lei 8.666/93, Lumen Juris, 2011; Licitação Pública, Compra e Venda governamental Para Leigos, Alta Books, 2016; Gerenciamento de Riscos nas Aquisições e Contratações de Serviços da Administração Pública, ed. JML, 2020; A Atividade de Planejamento e Análise de Mercado nas Contratações Governamentais, 2ª. ed. Fórum, 2023; e, Como fixar os requisitos de qualificação técnica nas licitações da administração pública, ed. Fórum, 2022. É articulista nos principais periódicos especializados em Licitações e Contratos, destacando-se, dentre eles a Revista do Tribunal de Contas da União-RTCU; Fórum de Contratações e Gestão Pública-FCGP/FÓRUM; Informativo de Licitações e Contratos-ILC/Zênite; e Revista JML de Licitações e Contratos-RJML/JML. Membro do Conselho Editorial da Revista SÍNTESI – Direito Administrativo, ed. IOB.

Informações institucionais

Dados para empenho e pagamento

Certidões:

www.consultre.com.br/certidoes

Razão Social: CONSULTRE – CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA.

Endereço: Av. Champagnat, 645, Ed. Palmares, 3º andar – Centro – 29.100-011 – Vila Velha, Espírito Santo

CNPJ: 36.003.671/0001-53

Insc. Estadual: Isento

Insc. Municipal: 24.687-0

Telefone: (27) 3340-0122 / (27) 9 8179-1115 (WhatsApp)

Site: www.consultre.com.br

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Especialista em Licitações e Contratos Públicos, com ampla experiência como servidor efetivo do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) desde 2005, onde atua como Assessor da Secretaria-Geral, Coordenador de Licitações Sustentáveis e Coordenador do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Boas Práticas em Licitações e Contratos (GELIC). Liderança em gestão pública, tendo ocupado cargos como Diretor de Licitações e Contratos, Gerente de Licitações e Contratos, Pregoeiro e Presidente da Comissão Permanente de Licitação no MPRJ. Instrutor e palestrante experiente, com atuação em várias instituições privadas especializadas em cursos para o setor público, ministrando cursos sobre temas como Licitações e Contratos, sistema de registro de preços, elaboração de termos de referência, contratações sustentáveis e aplicação de sanções. Professor de Direito Constitucional na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), com foco na formação e capacitação de profissionais para a gestão pública.

Investimento, Datas e Cidades

R$ 3.990,00

Incluso: material didático, pasta, almoço, cofee-break e certificado.

05/05/27

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São Paulo - SP
São Paulo
Horário: .

Das 8h às 16h.

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21
horas.
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15/10/27
João Pessoa - PB
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Das 8h às 16h.

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Presencial

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  1. Aspectos Introdutórios da Teoria Geral dos Contratos Administrativos
  • Contrato e instrumento contratual: distinções.
  • Regime Jurídico das Contratações Administrativas.
  • Tipos de Contratos:

    • Aquisição,
    • Prestação de serviços (continuados, terceirização),
    • Obras.
  • Cláusulas obrigatórias e prerrogativas da Administração.
  • Formalização e aditamentos.
  • Gestão e fiscalização de contratos.

2. Elementos da Responsabilização Administrativa

  • Conduta e tipicidade.
  • Nexo de causalidade e causas de rompimento.

3. Sanções em Espécie e Infrações

  • Advertência: aplicação e efeitos.
  • Multas: moratória e compensatória.
  • Impedimento de licitar e contratar: hipóteses e prazos.
  • Declaração de inidoneidade: hipóteses e consequências.
  •  Sanções previstas na Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013).
  • Comparativo das sanções nas Leis nº 8.666/93, 10.520/2022 e na Lei nº 14.133/2021.

4. Procedimento de Apuração e Imposição de Sanções

  • Legislação aplicável e prazos.
  • Garantias do particular e prescrição.
  • Necessidade de comissão processante.
  • Atos pós-decisão (inscrição em dívida, publicidade, registros).

5. Dosimetria

  • Critérios para dosimetria de sanções.
  • Atenuantes e agravantes.

6. Questões Polêmicas

  • Imposição de sanções: poder ou dever?
  • Suspensão temporária e impedimento de licitar.
  • Aditamentos de contratos com empresas punidas.
  • Aplicação de sanções sem “cobertura contratual”.

7. Atividades Práticas de Fixação

  • Resolução de casos práticos extraídos do cotidiano dos gestores públicos.
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